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Desde o seu lançamento em 2014, The 100, da CW, tem sido elogiada e considerada uma série feminista. A série retrata as mulheres como heroínas, vilãs, líderes e rebeldes, elas estão no centro das atenções. No entanto, o empoderamento feminino não é a única coisa em que o show vem acertando em cheio. The 100 trata de raça, gênero e sexualidade mais delicadamente do que um monte de programas de TV do horário nobre.

Em um meio tão penetrante como a televisão, o modo como as equipes por detrás das câmeras opta por escrever seus personagens e suas histórias significa mais do que apenas fazer boas escolhas de enredo. Isso significa tomar decisões conscientes sobre que tipo de personagens eles querem que os telespectadores idolatrem e odeiem, e que tipo de normas sociais desejam incorporar ou desrespeitar.

The 100 tem a oportunidade única de escrever sobre um mundo quase inteiramente novo, uma vez que o show acontece em uma versão distópica da Terra, o que permite que os escritores possam dobrar algumas regras ou simplesmente jogá-las pela janela. Enquanto muitos shows na indústria ainda estão se esforçando (talvez nem tanto) para incluir a diversidade em suas histórias, The 100 continua quebrando barreiras a cada semana, barreiras estas que seguram a maioria das outras séries. Aqui listamos 11 vezes em que The 100 se destacou sobre questões como raça gênero e sexualidade.

SPOILER ALERT!!

1. O Conselho da Arca

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Durante a primeira temporada de The 100, o conselho da Arca foi composto de seis membros, e adivinhem? O conselho tinha 3 homens e 3 mulheres (se você não contar com o voto de Jaha). Não há tetos de vidro sobre a Arca!

2. A Deficiência de Raven

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Encontrar um personagem deficiente, complexo e bem escrito na TV é algo difícil de se fazer. Mas, Raven perdeu a plena utilização de sua perna lá na 2ª temporada e ainda faz parte da série, pelo menos até o momento. The 100 não se esquivou de mostrar os desafios de sua paralisia.

3. Clarke é uma Líder

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Muitas vezes na televisão, quando a personagem principal (loira e bonita) precisa ser badass, ela precisa socar alguém na cara para provar que ela é incrível. Clarke não caiu na armadilha de usar socos e pontapés como a única maneira de mostrar sua força. Em vez disso, ela sempre usa sua objetividade, bravura e sua habilidade natural de liderança para ser foda ao longo de todo o show. Nenhum tipo de arte marcial foi necessário.

4. A Morte do Triângulo Amoroso

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Quando parecia que um triângulo amoroso Bellamy/Clarke/Finn estava surgindo na série, os escritores mataram essa possibilidade de imediato. Literalmente, na verdade. Clarke misericordiosamente matou Finn e não tem pensado em Bellamy como par romântico desde então. Em vez disso o show gasta energia tentando mostrar o crescimento dos personagens e foca em sua luta para sobreviver, e não apenas em suas vidas amorosas. Morra, triângulo amoroso, morra! Já basta Crepúsculo, Jogos Vorazes e tantos outros por aí.

5. Doutora Lorelei Tsing

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Vilãs são tipicamente um dos dois estereótipos: A femme fatale ou a rainha má. Seja qual for o caso, elas não demoram para deixar que suas emoções tomem conta, causando assim sua queda. Dra. Tseng, no entanto, era uma verdadeira sociopata que deixou sua crueldade ser seu guia. Foi incrível ver isso sendo feito com uma antagonista do sexo feminino.

6. A Cor da Pele não Importa
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Não é só o elenco real de The 100 que é diversificado. No seu mundo pós-apocalíptico não vemos qualquer discriminação com base na raça. Neste mundo, o que mais importa é a sua capacidade de sobreviver, não a cor da sua pele ou qualquer outro fator.

7. Uma Protagonista Bissexual
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The 100 trazer uma personagem principal bissexual já é algo muito significativo, pois poucas séries retratam a bissexualidade. Porém a história de Clarke, em particular, tem sido sempre muito bem tratada. Ela não se encaixa em nenhum estereótipo, e sua orientação sexual nunca foi mostrada como algo que poderia afetar negativamente sua vida de alguma forma. Na verdade, o principal obstáculo no seu relacionamento com Lexa é a traição que levou a um genocídio em massa. Em vez de definir Clarke por sua bissexualidade, The 100 mostra que é apenas só mais uma parte de quem ela é.

8. O Relacionamento de Lincoln e Octavia
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O que poderia ter facilmente se transformado em um conto de A Bela e a Fera moderna, na verdade se transformou em algo muito mais complexo. Octavia não se contentou em se sentar como uma donzela e esperar, ao invés disso ela escolheu aprender a se defender e se tornou uma guerreira. Lincoln, por outro lado, sacudiu o estigma de ‘monstro sequestrador’ e começou a se revelar um Grounder amante da paz. A maioria dos programas de TV teria deixado esse casal naquele esquema “boa menina” ama “bad boy”, mas The 100 não é como a maioria dos programas de TV.

9. Vulnerabilidade Masculina

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Hollywood tem um mau hábito de fazer vulnerabilidade masculina parecer uma coisa ruim (e se você não acredita em mim, basta ir verificar qualquer um dos filmes da saga Velozes e Furiosos). The 100 faz diferente, escolhendo deixar que seus personagens masculinos demonstrem todos os tipos de emoção. Podemos citar a desintoxicação de Lincoln, a culpa de Bellamy em ter causado a queda da Arca, e a tristeza insuperável de Jasper por causa de Maya, eu poderia apostar que temos visto mais homens demonstrando suas emoções do que mulheres, e isso é sensacional.

10. Homofobia não é algo comum

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Na recente estreia da 3ª temporada, é revelado que Miller tinha um namorado e… Ninguém liga, na verdade eles resolvem conversar sobre o fato de ele estar usando sapatos. Novamente, The 100 mostra que há muito mais em alguém do que somente sua orientação sexual.

11. A Falta de Violência Sexual

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A série não tem medo de ser áspera, sombria e violenta, mas preferiu não incorporar violência sexual no show. Nem como fator de choque, nem para a progressão do enredo. Nada. É quase como se houvesse uma maneira melhor de fazer uma história ser interessante ou algo assim.

Resumindo, o mundo de The 100 pode ser um lugar perigoso e violento para se viver, contudo eles conseguiram acabar com uma série de questões que no mundo real parecem difíceis demais de se resolver.

Via Bustle