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Em novembro desse ano, a AMD lançou no Brasil sua nova linha de placas gráficas. As duas novas famílias, a R7 e R9, somam em um total de 6 novas placas que em breve estarão no mercado. Passamos um tempinho testando o modelo 260X da família R7 e agora chegou a hora de fazer um review caprichado para quem está interessado em trocar de placa gráfica muito em breve.

Especificações:

  • Memória de 2GB GDDR5 – 128 bit;
  • Engine clock de até 1.1 GHz;
  • Arquitetura de 896 stream processors;
  • Suporte a DirectX 11.2, OpenGL 4.3 e Mantle;
  • Conexões HDMI, DVI e PCI Express.

Introdução

Uma aposta legal da AMD foi lançar um nova linha com placas para todos os gostos e preços. A família R7 e R9 com certeza irão agradar tanto o usuário que procura algo simples e barato, quanto o usuário que quer tirar proveito ao máximo de seus jogos com gráficos altíssimos sem se preocupar com o bolso. A Radeon R7 260X é a melhor da família R7, com configurações de uma placa intermediária e um preço razoável.

Era de se esperar uma nova arquitetura nos futuros produtos da AMD, mas infelizmente as novas placas foram construídas em torno de uma versão refinada do núcleo gráfico de 2011. Sem dúvida elas melhoram muito em desempenho se comparadas aos produtos mais antigos, além de trazerem novos recursos. Para começar, a R7 260X possui silício dedicado ao processamento de áudio que se destaca em nova tecnologia presente no chip gráfico. A placa também possui suporte a Mantle, uma API divulgada pela AMD que em breve estará em consoles e novas placas.

No site da AMD, a empresa descreve Mantle como uma tecnologia que “oferece aos desenvolvedores de jogos o poder de conversar diretamente com o núcleo da GPU. Com uma conexão tão direta com o hardware, os desenvolvedores de jogos estão descobrindo um mundo totalmente novo de imersão e desempenho, graças à liderança da AMD em tecnologia gráfica.” O primeiro game a usar a tecnologia Mantle será “BattleField 4“, que receberá um patch neste mês para ativar o recurso.

A Radeon R7 260X é baseada no modelo HD 7790, já existente no mercado, mas traz melhor desempenho e velocidade de clock juntamente com novas tecnologias. A placa também possui 2GB de RAM, ideal para jogos em 1080p.

Design

A R7 260X possui apenas 17 cm de comprimento, sendo uma placa de tamanho pequeno. O sistema de refrigeração é bastante básico, com um radiador circular e uma ventoinha localizada no meio. Apesar de ser básico, o sistema de refrigeração é bem tranquilo enquanto a placa estiver ociosa. A 260X também possui um conector PCI Express de 6 pinos.

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Durante a execução de jogos é possível ouvir a placa trabalhando. Há quem diga que isso não é um problema se você estiver focado no seu jogo, mas devemos comentar que não é algo legal ter mais um componente fazendo barulho na hora da jogatina.

Veja mais imagens da placa:

Áudio

Pode até parecer bobagem comentar sobre o áudio em um review de uma placa de vídeo, mas o novo modelo da AMD merece destaque por possuir um diferencial nesse quesito. A Radeon R7 260X juntamente com a Radeon R9 290X são equipadas com a tecnologia AMD TrueAudio, que entrega ao jogador uma excelente experiência de som utilizando fones de ouvido ou caixas de som.

De acordo com o release que recebemos da AMD, ambos os modelos citados acima são equipados com processadores dedicados de áudio diretamente na GPU, o que faz com que a experiência ao jogar seja cada vez mais próxima da realidade. Obviamente a tecnologia TrueAudio só funcionará corretamente se os equipamentos adequados forem utilizados, tal como fones de ouvido e caixas de som de qualidade.

AMD TrueAudio Presentation

AMD TrueAudio Presentation

Infelizmente a nova tecnologia de áudio da AMD ainda não é compatível com jogos atuais. Nenhuma demo da tecnologia foi fornecida pela AMD, mas se o TrueAudio realmente cumprir o que promete, em breve a capacidade sonora será muito maior do que temos hoje nos PCs. O único game já confirmado para utilizar a tecnologia é “Battlefield 4”, que pelo jeito recebeu atenção especial da AMD.

Performance

Apesar de suas configurações serem um pouco modestas se comparadas aos outros modelos da família R7 e R9, a 260X não decepciona na hora de jogar. Com as configurações no máximo, foi possível rodar “Call of Duty: Black Ops” quase que perfeitamente. O jogo apresentou alguns rápidos lags durante fases com muitas explosões e em algumas cutscenes. É claro que nada disso atrapalhou a jogabilidade de COD, mas também é necessário lembrar que o game é pesado e precisa de excelente hardware para rodar com perfeição.

Já algo mais leve como o FPS “Warface”, rodou sem nenhum problema. O game foi desenvolvido com a CryENGINE 3, engine criada pela Crytek, e possui gráficos impressionantes. Com a placa R7 260X, a experiência de áudio e vídeo do jogo online foram perfeitas para quem procura algo do tipo. Transitando entre um jogo de gráficos belíssimos como “Call of Duty: Black Ops” , um jogo médio como “Warface” e novamente voltando para algo pesado como “Metro: Last Light”, a R7 260X dá conta do recado.

Benchmarks

Apesar de rodar os games citados acima de forma quase perfeita, os números também importam bastante em uma análise. Executamos testes de benchmarks de games, testes de DirectX e OpenGL para saber mais sobre o poder de processamento gráfico do modelo que nos foi disponibilizado pela AMD. A placa se saiu bem em todos eles, novamente provando ser excelente para o jogador intermediário.

A começar pelo teste de OpenGL do programa Cinebench, a 260X atingiu 31.61 frames por segundo. A placa ficou abaixo da GeForce GTX 280M, Radeon HD 4850 e Quadro FX 5800.

Clique na imagem para ampliar

Teste de OpenGL do programa Cinebench

Além do programa já citado, também foram feitos testes com o 3DMark. O software de benchmark é um dos melhores e mais utilizados por todo o mundo realizando testes do hardware e principalmente da placa gráfica. O programa executou demos e testes gráficos de “Ice Storm”, “Cloud Game” e do mais hard “Fire Strike”.

Veja as imagens abaixo que apresentam os resultados:

Os benchmarks de games apresentaram resultados semelhantes ao do 3DMark. Inicialmente rodamos o Benchmark de “Resident Evil 6”, disponível para download aqui, que rodou perfeitamente tanto em um monitor de baixa resolução quanto em um de alta resolução.

Requisitos mínimos de “Resident Evil 6”:

  • Sistema operacional Windows Vista / 7 / 8;
  • Processador Intel® Core 2 Duo 2.4 Ghz ou superior, AMD AthlonTM X2 2.8 Ghz ou superior;
  • 2 GB de memória RAM;
  • 16 GB de espaço em disco;
  • Placa de video NVIDIA GeForce 8800GTS ou superior;
  • DirectX 9.

O teste do game pode ser visto no vídeo abaixo:

“Metro: Last Light” também não ficou de fora nos benchmarks. O game possui um aplicativo para fazer o teste e o mesmo foi utilizado com a placa. Os gráficos do game são excelentes e o teste conseguiu alcançar uma média de 33 frames por segundo, um resultado esperado por um título pesado rodando em uma placa intermediária.

Requisitos mínimos de “Metro: Last Light”:

  • Processador: Intel Core 2 Duo / AMD Athlon X2
  • Velocidade do processador: 2 núcleos de 2.2 GHz
  • Memória RAM: 2 GB
  • Memória de vídeo: 512 MB
  • Chipset de vídeo: NVIDIA GTS 250 / ATI HD 4850
  • Direct3D: Sim
  • Versão do DirectX: 9.0c
  • Sistemas Operacionais: Windows XP, Windows Vista, Windows 7, Windows 8
  • Espaço: 15 GB livres em disco

Veja o resultado do teste:

Clique para ampliar

Resultado Benchmark Metro: Last Light

Consumo de energia e temperatura

Neste quesito não tivemos problemas com a 260X. A placa consumiu pouquíssima energia durante a execução dos benchmarks e durante a jogatina, chegando em 98 à 110 watts. Sua temperatura permanece entre 25 e 30ºC enquanto não está em uso ou quando não executa tarefas que exijam muito esforço. Já durante a execução de jogos, a placa conseguiu chegar a 67ºC.

Como já mencionado, é possível ouvir quando o cooler está trabalhando. Obviamente na hora da jogatina a tendência é haver um aumento na temperatura do componente e assim na velocidade da ventoinha da placa. O Driver desse modelo da AMD, possui um software de configuração com diversas opções de melhorias no desempenho e até mesmo opções que irão refletir na velocidade do do cooler, o que parece ser um mão na roda.

É possível perceber uma queda na taxa de frames por segundo quando a Radeon 260X já está trabalhando por longo tempo e sua temperatura está elevada. Claro que isso não é bem um problema tão sério, já que podemos dizer que é até mesmo normal. A queda na qualidade gráfica dos jogos e na taxa de fps nos benchmarks não são preocupantes.

Conclusão

A Radeon R7 260X não é a melhor placa gráfica da nova família da AMD, mas isso não quer dizer que o modelo não seja excelente naquilo que promete. Com baixo consumo de energia, uma performance de dar gosto à uma placa intermediária e tecnologias que em breve estarão em diversos games a R7 260X é um produto que vale muito a pena.

Como já mencionado, ela não é a melhor das duas novas linhas  lançadas recentemente, portanto um modelo com configurações mais elevadas seria o indicado para os gamers hardcore. Ainda não há um preço oficial desse modelo aqui no Brasil, mas em lojas virtuais internacionais é possível encontrar a placa por 149 dólares. Sem dúvida o modelo deve sair em conta tendo em vista suas ótimas configurações.

Review: AMD Radeon R7 260X
2GB de memória gráficaSilenciosa durante o tempo ociosoTecnologia TrueAudio e suporte a API Mantle
Um pouco barulhenta enquanto roda jogosSem grandes novidades
8.4Pontuação geral
Design8.9
Performance8.4
Benchmarks7.8
Consumo de energia e temperatura8.5