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Diz um antigo ditado que não se ensina truques novos a um cão velho; Porém o ser humano, quanto mais exercita o cérebro – resolvendo palavras cruzadas por exemplo – , mais terá agilidade mental. Tal passatempo, assim como charadas e problemas lógicos, induz ao uso de habilidades matemáticas e linguísticas.

Num artigo recente do jornal The New York Times, o neurologista Oliver Sacks destacou a capacidade de o cérebro sempre aprender coisas novas. “Embora a aprendizagem seja mais fácil na infância, o cérebro não para de se desenvolver, mesmo em idade avançada”, escreveu:

“Toda vez que praticamos uma antiga habilidade o aprendemos uma nova, as conexões neurais se reforçam e, ao longo do tempo, os neurônios criam mais conexões com outros neurônios”.

De acordo com o psicólogo Paulo Rogério de Morais, mestre em psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da Universidade de Rondônia (Unir), resolver palavras cruzadas é atividade recomendada por clínicos que tratam de pacientes com Mal de Alzheimer e na reabilitação neurocognitiva.

“Esta indicação se baseia na constatação de que essa atividade exige memória, planejamento, linguagem, atenção e, tal como um músculo, o cérebro também precisa ser exercitado para se manter saudável”, diz.

O professor de neurofisiologia Avelino Leonardo da Silva, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que, quando uma pessoa tenta encontrar a palavra que caiba no número de quadrinhos estabelecidos, tal esforço faz com que as ramificações dos neurônios cresçam, permitindo maior contato entre as células do cérebro.

“Essas conexões contribuem para formar novas vias de passagem do impulso nervoso, tornando-0 mais rápido de um área cerebral de outra e melhorando nossa capacidade intelectual”, explica