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Ontem, finalmente consegui assistir o último episódio de American Horror Story: Asylum. Quando terminei e vi os créditos achei que não seria possível montar todo o quebra-cabeça na minha mente e decidir que nota dar a 2ª temporada da série de terror de Ryan Murphy. Felizmente isso foi possível e fiz até mesmo uma comparação com as críticas da 1ª temporada, mas acabei adicionando alguns spoilers no texto. Então já estou avisando previamente sobre eles…

Lembro muito bem quando conheci a série por meio de uma crítica ao primeiro episódio que vi no UOL. De acordo com a mesma, o piloto se preocupava mais em assustar do que contar a história, algo que fiquei um pouco na dúvida quando assisti o episódio. Sinceramente achei que a primeira temporada deixou tudo na medida correta. Houve preocupação com o terror que a série deveria passar, mas sem deixar de lado a história, que foi muito bem contada.

“Asylum” me deixou confuso em algumas partes. Ao assistir o piloto achei que a segunda temporada iria seguir a mesma estrutura da primeira – mostrar algo que ocorreu antigamente e em seguida o atual – mas bastaram mais alguns episódios para perceber que isso havia mudado um pouco. Não faz mal, “Asylum” ficou parada no tempo em alguns momentos, mas no meio da temporada a intercalação entre o passado e o presente acabou voltando por meio do filho de Lana e Bloody Face. Resumindo: tudo isso era necessário no desenvolvimento da história.

Ainda comparando com a primeira temporada… Minhas primeiras impressões quando soube de uma segunda temporada para “American Horror Story” foram um pouco estranhas já que inicialmente não conseguia imaginar os mesmos atores fazendo personagens diferentes, – fiquei preso a história da Murder House – mas quando a série voltou à TV vi que seria algo totalmente novo.

Bem, é melhor parar um pouco de falar sobre a primeira temporada e sobre o que pensei da segunda e ir direto ao Season Finale. No início da temporada pensamos que a Irmã Jude seria o centro das atenções, mas Ryan deixou bem claro que “Lana Banana” era a protagonista de “Asylum” no desenrolar da história. Lana era a repórter em busca da matéria que iria mostrar ao público quem ela era, mas por ser um pouco ambiciosa acabou trancada no “inferno” de Briarcliff e passando por situações terríveis que no futuro tornaram-a famosa e rica.

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Algo que merece destaque na temporada toda e também um pouco no episódio final, é que alguns personagens tiveram seus momentos felizes. Vale lembrar que tragédias foram constantes na primeira temporada. É claro que tudo foi necessário, mas podemos ligar com “Asylum” que também está recheada de tragédias, porém que não tiveram um impacto tão grande e forte quanto da família Harmon. Talvez por ser uma família em uma casa, algo diferente de um bando de loucos em um manicômio.

Tudo está bem quando termina bem? A família Harmon permaneceu unida, feliz e morta na casa que compraram. Talvez eles tiveram um final merecido. Mas e todos os personagens de “Asylum”, tiveram seu final merecido?

Vamos começar com a Irmã Jude. No início da série vimos Jessica Lange mais uma vez nos impressionar fazendo outra personagem memorável. É difícil achar quem não odiasse Jude com toda a crueldade que ela comandava em Briarcliff. Com o tempo vimos as coisas mudar e os papéis se inverterem. Ela se tornou hóspede do manicômio e passou a enxergar os horrores que aconteciam ali.

Particularmente eu me rendi a ideia de Jude se transformar e achei merecido o final dado a ela. Acabar se tornando a “avó” dos  filhos especiais de Kit, Alma e Grace e ganhar um novo sentido a vida após comandar anos e anos de tortura e horrores no manicômio Briarcliff, com certeza foi algo digno dela. Realmente a personagem não devia ganhar o beijo mortal antes de mudar como pessoa e cumprir essa tarefa tão espetacular com quem acusou friamente de ser um assassino no início da história.

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Já que mencionei Kit, não seria legal deixar de comentar que fim o personagem de Evan Peters teve. Bem, logo no início da série podemos perceber que algo bem bizarro, porém incomum em AHS estaria presente na história. Obviamente estou falando da estranha força alienígena que fez experiências com Alma e Grace. Isso deixou muitos dos fãs um pouco confusos, mas ao decorrer de “Asylum” podemos entender um pouco. A morte de Kit não poderia ser algo tão simples para o autor Ryan Murphy, pois após tudo o que o personagem passou ele merecia algo especial. Kit Walker já idoso e com problemas de saúde desapareceu “misteriosamente” na luz. Não é preciso dizer mais nada, foi um final digno.

Na metade do episódio final de “Asylum”, pensamos que Lana terminaria com o que prevíamos em seu destino: morta por seu próprio filho, ou melhor, Bloody Face Jr. Eu avisei que haveria spoilers no texto… Na visão de muitos dos que acompanharam “Asylum” até o final, o filho de Lana iria conseguir terminar o serviço do pai e garantir a vingança da mãe que nunca o amou. Bem, se fosse assim teríamos mais uma temporada fechando com tragédias em série.

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Os minutos finais do episódio me impressionaram. Ao desenvolver do encontro entre “Lana Banana” e seu filho “Bloody Face Jr.”, acreditei por um momento que Lana finalmente se renderia em ser mãe, mesmo que seu filho tivesse como pai um assassino em série que matava exclusivamente mulheres. Mas isso não aconteceu. Talvez fosse para mostrar como a repórter que conquistou fama desmascarando Briarcliff e pondo fim aos horrores que ali ocorriam era inteligente e conseguiria dar a volta por cima.

Os momentos emocionantes entre o aguardado encontro entre mãe e filho terminaram de uma forma simples e inesperada. Mas que fizeram todo o sentido se analisarmos a protagonista de Sarah Paulson.

Para mim, a segunda temporada foi tão boa quanto a primeira. Os responsáveis pela série merecem os meus parabéns e o tempo que usei para acompanhar a trama de “Asylum”. É válido dizer que não é possível agradar a todos e tenho absoluta certeza que há pessoas que não gostaram de como a temporada acabou. Mas para isso podemos discutir nos comentários as diferentes opiniões sobre a temporada completa e seu episódio final, e também aguardar pelas surpresas da próxima.

 

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  • Nao sei se não entendi da mesma forma ou se compliquei a leitura, mas se eu entendi bem no Asylum o filho dela nao era filho do Bloody Face, aliaz ela nunca nem o conheceu tudo era uma historia da imaginação dela, coisas que ela inventou pra ser famosa (?)

    • Não. Ele era filho do Bloody Face sim. As únicas mentiras na história foi as que Lana pos no livro para vender mais.

  • thawan

    realmente no final dá ao entender que nada disso aconteceu , quando a irmã jude olha pra lana banana e fala quando você olha para o mal , o mal também olha pra você e ela sai, dá a impressão que tudo não passou de uma imaginação muito fértil e assustadora.
    Série muito muito boa .

  • Eu fui o unico que chorou com a morte da Judy? :’)

    • Adônis de Oliveira

      Estou em dúvida com os likes positivos, pois você não foi o único :c Já fiquei meio mexido desde o momento que o Kit foi tirar ela daquele lugar

  • soh não achei que o final do dr. Arden foi merecido… sim a dor dele foi imensa quando se desiludiu pela irmã Mary Eunice (quando viu que o Diabo havia transado com o Monsenhor e implorou por seu amor)… Acho que ele poderia ter sofrido a dor na carne (por muio mais tempo do que na crematória) principalmente, poderia ter sido feito experimentos com ele da mesma forma que ele faz com a Ninfomaníaca…

    • Eu esperava um final mais “torturante” para ele também…

      • mas agr teve uma hr que achei que a Lana ia se deixar morrer pelo filho…. ainda bem que não aconteceu isso rsrsrsrs…. realmente SURPREENDENTE

  • Raquel Condulo

    Particularmente, não consigo nem comparar a 1ª com a 2ª temporada, achei a 2ª absurdamente superior!!! A série tomou um rumo sombrio, que quem curte o gênero adora. Jessica Lange? Que que é isso, a mulher destruiu, roubou a cena e não teve pra ninguém! Muito bom, roendo as unhas à espera da 3ª temporada.

    • Também estou muito ansioso para American Horror Story: Coven. Tenho certeza que será mais uma super temporada. AHS é uma das melhores séries atuais, na minha opinião.

  • Jairo Silva

    ñ intendi o q ouve com a colega igual a morte da irmã Judy?

  • David

    Achei a segunda temporada muito superior a primeira. Foi mais séria e mais sombria, sem falar no roteiro muito superior ao da 1° temporada que era cheio de furos e coisas que nunca forma explicadas. Pra mim a melhor coisa da 2° temporada foi a Sister Mary Eunice.

  • Hannah

    Eu realmente estava esperando falarem da duvida que surge no final, que talvez a historia inteira tenha sido invensão da personagem pra vender livros, ate pq nenhhuma testemunha sobreviveu para dizer se era verdade ou nao. A ultima parte, antes dela matar o filho em que diz que “a culpa foi dela” pra mim soou um “a culpa foi minha por ter inventado vc”, feito ele acreditar q era filho de alguem q nem existiu. Em fim, queria saber sobre isso.

    • Altaïr Ibn-La’Ahad

      kkkkkk como assim?????? o assassino existiu, isso é fato. O Kit só morreu uns 20 anos depois dela ter escrito o primeiro livro, ele não era testemunha?? O cara confessou os crimes na frente dele, lógico que não foi invenção. O que ela inventou foram alguns acréscimos que ela botou nos livros.

    • Gabriela Duarte

      Eu também fiquei completamente confusa com essa parte. Pensei o mesmo que vc, mas não achei na internet nada falando a respeito disso.

    • Laise Araújo

      Eu não tinha pensado nessa primeira hipótese, o que me passou pela cabeça nos últimos minutos foi que desde o início, ela tinha planejado tudo, tipo ela sabia quem realmente era o Bloody Face ~

    • O que minha esposa reparou foi, no final é mostrado a cena que no capitulo 1 não existe. Essa cena mostra claramente que Lana pretende se internar por conta própria. Sei que fazem 2 anos que vcs comentaram, mas nós só vimos a serie agora.

  • Camila

    Achei sua comparacao ridicula. Sao historias completamente diferentes. A primeira temporada viaja na maionese e a segunda e mais realistica. Nao tem como comparar, esse texto foi totalmente ridiculo.

    • Mariana Demigod

      é a opinião do autor, ninguém esta mandando você concordar com ele, mas dizer que o texto é ridículo é uma total falta de inteligencia ao analisar as ideias presentes nele.

  • Mike

    PREFIRO COVEN!!!!!!!