Os reis merovíngios governaram grande parte da França e da Alemanha entre os séculos 6 e 7, adotando Lorena como capital administrativa. De origem germânica, eles migraram para a região no século 5 d.C. fugindo dos invasores hunos. Historiadores acreditam que eles não eram bárbaros invasores, mas administradores romanizados que, com o enfraquecimento do império, assumiram o poder como reis feudais. Os mitos que cercam os merovíngios são, porém, muito mais interessantes.
O fundador da dinastia é um certo Mérovée, Merovech ou Meroveus que, segundo a lenda, era filho de uma princesa com uma criatura marinha. A literatura esotérica descreve os merovíngios como reis-sacerdotes adeptos do ocultismo. Também se diz que eles tinham antepassados judeus da tribo israelita dos benjamitas, o que lhes dava o direito de reinar sobre Jerusalém.
Em “La Race Fabuleuse” (Editions J’ai Lu, 1973), o escritor francês Gérard De Sède vai mais longe e afirma que os merovíngios eram descendentes de alienígenas semi-aquáticos de Sírius. Outros afirmam que a criatura marinha na lenda de Mérovée é uma alusão à linhagem sagrada de Jesus e Maria Madalena, antepassados dos merovíngios, como afirmam os autores de “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada” (Nova Fronteira, 1993).
O último rei da dinastia foi Dagoberto II, assassinado durante uma caçada em 679. Os carolíngios assumiram o trono da França, mas a linhagem anterior não foi destruída. Depois de inúmeros cruzamentos dinásticos, o sangue merovíngio é atualmente identificado com o dos Habsburgos, da Alemanha.
Attention! A coluna Segundas Conspiratórias retrata uma “realidade teórica”. Nenhum dos fatos apresentados foram comprovados. Os mesmos são apenas teorias, por isso não levem nada muito a sério!



















