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Em 1993, Doom expandiria um mundo virtual que estava prestes a explodir. O jogo inaugurou a nova tecnologia. O objetivo era criar um mecanismo mais legal do que o de Wolfenstein 3D, incluía pisos e tetos com desníveis e diferenças de luz.

Em Doom você é um fuzileiro do espaço que foi sugado para o inferno e precisa lutar contra monstros e vários tipos de inimigos demoníacos.

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O jogo não oferecia apenas uma qualidade de vídeo superior a tudo já visto naquela época, como também milhares de armas e várias maneiras de trucidar seus inimigos.

Um jogo de tiro em primeira pessoa como Doom tinha uma carga de violência e maldade inerente e absolutamente inacreditável, isso era uma catarse para a garotada daquela época. O jogo mexia com eles da mesma forma que o Rock havia mexido com seus pais e permitia que eles expressassem coisas que eles não eram capazes de expressar sozinhos.

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Muitos adolescentes dos anos 90 entraram de cabeça no universo Doom, isso pode ser comparado com o que a banda Nirvana estava fazendo no cenário musical. Doom tinha esse espirito e essa energia, era uma forma rebelde de punk rock e heavy metal, foi uma explosão do underground que muita gente nunca tinha ouvido falar.

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Doom foi um dos divisores de águas, as pessoas do outro lado não entendiam, e além de não entender elas achavam ruim, achavam que estava arruinando a decência da sociedade. Podemos considerar o jogo como o game mais expressivo da geração X, afinal o nome Doom significa condenação e expressa um conceito muito sínico, que é “você vai morrer”

Tragédias relacionadas

Em 1999, Eric Harris e Dylan Klebold mataram 12 adolescentes e um professor no colégio Columbine no Colorado e em seguida se mataram, ambos eram fãs de Doom e jogavam o game incessantemente.

O caso Columbine foi uma tragédia horrível e de dimensões muito grandes, gerou grande repercussão na TV. No dia seguinte ao atendado, policiais foram vistos saindo da casa dos garotos com um saco plastico com o game Doom.

Depois desse fato as pessoas começaram a associar o medo dos jogos com o medo de casos como Columbine. Ao meu ver eles encontraram uma forma de auto destruição que não tinha nada a ver com o game, eles apenas eram vítimas de gozação na escola. Eram dois garotos que se sentiam incompreendidos, naquela época já haviam outros games violentos no mercado, mas escolheram Doom porque era o mais vendido e mais conhecido.

As mesmas pessoas que foram ativistas dos direitos humanos nos anos 60 consideraram esse jogo horrível ao invés de o enxergar como uma ótima maneira de se expressar, pode ser violento, pode ser raivoso, mas talvez nós precisamos prestar mais atenção no que ele diz a respeito da nossa cultura, ao invés de apenas dizer que é uma coisa do mal.

Os pais olham as crianças em seus computadores matando e matando sem parar e não entendem o tipo de jogo mental que acontece por traz daquilo, eles veem essa representação da violência e entram em pânico, pensam que os filhos estão sendo treinados para matar, porque também existe o medo da tecnologia, eles não entendem e sentem medo disso.

Doom e os videogames em geral são o novo Rock N’ Roll, a nova coisa maligna para as crianças. Ele é um ótimo jogo, apesar de todos os jogos com super gráficos e histórias mirabolantes que temos hoje, acho que nenhum vai causar o mesmo impacto na sociedade como Doom, com certeza ele é o tipo de jogo que os pais devem mostrar aos seus filhos, mesmo levando em conta a violência. Doom passa muitas mensagens se for bem interpretado.

(GamePlay do Canal Wodkakiid, ajude-nos a trazer gameplays exclusivos para os posts avaliando o vídeo dele)