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Esses “boatos” nasceram com um artigo militar chinês publicado no jornal comunista Bauhinia, de Hong Kong .O artigo afirma que a Coreia do Norte bloqueou sinais GPS (navegação por satélite) de militares da Coreia do Sul perto da zona desmilitarizada entre os países, e que os amigos do norte podem estar desenvolvendo armas de pulsos eletromagnéticos (PEM).

Embora a ligação entre essas duas coisas não seja muito reveladora – tecnologia de interferência de GPS não necessariamente sugere qualquer capacidade de armas PEM -, o artigo diz que

“A Coreia do Norte sempre planejou desenvolver pequenas ogivas nucleares” e “sobre essa base, eles poderiam desenvolver armas de pulsos eletromagnéticos a fim de paralisar os sistemas de armas das forças armadas da Coreia do Sul – a maioria dos quais envolve equipamentos eletrônicos”.

O que a Coreia pretende?

Como muitos já sabem, os EUA são aliados da Coreia do Sul, inimiga da Coreia da Norte.

Segundo o ex-CIA Peter V. Pry, diretor executivo da Força-Tarefa de Segurança Nacional e Pátria dos EUA, as armas PEM e outras ameaças a infraestruturas destacam o problema que os EUA podem enfrentar em seguida de um ataque PEM de seus inimigos, como Irã, Coreia ou grupos terroristas.

Um ataque PEM seria pior do que as recentes perturbações de energia na Costa Leste do país, que fecharam empresas e agências federais, interromperam serviços de emergência e comunicações, causaram enorme deterioração dos alimentos,
apagaram sinais de trânsito e deixaram milhões sem ar condicionado durante uma onda de calor. Esse “blecaute” foi menor em comparação a um desastre PEM.

“Terroristas armados com uma única arma nuclear detonada em alta altitude sobre os Estados Unidos poderiam causar um apagão prolongado em todo o país, que pode durar meses ou anos e até ser irrecuperável”, disse Pry.

O exército chinês sempre destacou que a Coreia do Norte planejava desenvolver pequenas armas nucleares capazes de criar tais pulsos eletromagnéticos, provavelmente destinados a atacar ou combater forças militares sul-coreanas e americanas com base na Coreia do Sul.

De qualquer maneira, não dá para saber o que o país pretende com as bombas PEM, ou se eles realmente detêm a tecnologia. Mas uma coisa é fato: na nossa sociedade, conhecimento e ameaça sempre equivaleram a poder. Melhor para a Coreia do Norte.