Paul McCartney morreu em um acidente de carro em novembro de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a banda, por isso, a gravadora armou uma estratégia para salvar os Beatles.
Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle morto. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas nos discos do grupo que revelam a trama. A maioria dessas evidências estão nas capas de Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969).
As Pistas de Sgt Pepper’s:
- No lançamento do disco, os Beatles anunciaram que nunca mais fariam shows ao vivo. Certamente para que Billy Shears ou William Campbell não fosse desmascarado.
- No centro da fotomontagem da capa, um arranjo de jacintos amarelos forma uma guitarra de canhoto com três cordas. A guitarra simboliza Paul, que era canhoto, e as três cordas mostram que só três beatles estão vivos. Além disso, a ilustração é claramente um funeral.
- Outro arranjo de flores forma a palavra “Beatles“. É a primeira vez que a banda assina um disco como “Beatles” e não “The Beatles”. Faz sentido. Se Paul está morto, “The Beatles” não existe mais, mas apenas os três “beatles” remanescentes.
- Na capa também aparece uma estátua de Kali, a deusa hindu da morte e do renascimento. Claro, Paul partiu desta para uma melhor, mas ressuscitou em outro corpo.
- No centro da fotomontagem tem uma bateria desenhada por um certo Joe Ephgrave. O nome Ephgrave é considerado um amálgama de “Epitaph” (epitáfio) e “grave” (túmulo). Dizem que se você colocar um espelho horizontalmente no meio de “Lonely Hearts’, você lê a seguinte mensagem: “I ONE IX HE <> DIE”. A interpretação é a seguinte: “I ONE” significa 11 e, portanto, a mensagem é “em 11 de setembro ele morre: O símbolo <> aponta diretamente para Paul McCartney. O acidente teria ocorrido em 11 de setembro – uma data de múltiplos significados cabalísticos, como se vê.
As Pistas de Abbey Road:
- A capa mostra os quatro Beatles cruzando uma rua, simbolizando um funeral. John está de branco (cor do luto para algumas religiões orientais). Ringo está de preto (luto no Ocidente).
- Paul anda com o passo trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos sem sapatos).
- No lado esquerdo da rua tem um fusca (que em inglês é conhecido como beetle) com a placa “28 if”. Ou seja, Paul faria 28 anos, se (if) não tivesse morrido aos 27. Também tem um carro funerário estacionado do lado direito da rua.
- Existe uma infinidade de outras pistas disponíveis na Internet. No entanto, apesar das evidências abundantes, a conspiração é apenas uma practical joke extremamente elaborada, com acréscimos de vários autores diferentes. A história parece ter começado com um acidente de moto que Paul realmente sofreu em novembro de 1966. Os fãs ficaram preocupados, mas Paul só quebrou um dente.
A trama conspiratória foi relatada pela primeira vez em 1969, no jornal universitário Times-Delphic, da Drake University, em Iowa, Estados Unidos.
Inspirado pelo acidente, o autor, Tim Harper, apontava as supostas evidências da morte na capa de Abbey Road. O radialista Russell Gibb, da WKNB-FM, de Detroit, gostou da piada e a reproduziu no ar, acrescentando colaborações pessoais à lenda (as pistas na capa de Sgt Pepper’s são possivelmente invenção dele). A partir daí, a teoria conspiratória se propagou por fanzines e jornais alternativos. Faz sentido. Na época, o grande herói da imprensa underground era Hunther S. Thompson, o célebre inventor do “gonzo journalism”, que misturava reportagens investigativas a um humor absurdamente escrachado. Thompson inventava descaradamente. Seus imitadores, mais ainda.
A criação do sósia William Campbell é atribuída a um certo Fred LaBour no artigo “McCartney Dead: New Evidence Brought to Light” da Big Fat Magazine. O outro suposto sósia, Billy Shears, é um personagem misterioso citado no álbum Sgt. Pepper’s: “So let me introduce to you the one and only Billy Shears“, diz a letra da primeira canção. A citação a Billy Shears não faz muito sentido no disco mas, pensando bem, nada faz sentido em Sgt Pepper’s.
O fato é que o boato da morte de Paul tomou tamanha proporção que, em 1969, ele teve de convocar uma coletiva de imprensa para provar que estava vivo. Alguns beatle-maníacos atribuem a suposta conspiração à própria banda. Tudo não passava de um projeto de arte conceitual idealizado por John Lennon, afirmam os fãs.Lennon sempre negou isso, assim como George e Ringo. Paul McCartney, por sua vez, sempre encarou o boato com extremo bom humor. O que prova que ele é muito espirituoso, mesmo no além-túmulo.
Attention! A coluna Segundas Conspiratórias retrata uma “realidade teórica”. Nenhum dos fatos apresentados foram comprovados. Os mesmos são apenas teorias, por isso não levem nada muito a sério!





















